Povos não alcançados - Por Oswaldo Prado Filho




Resultado de imagem para oswaldo prado filhoOswaldo Prado Filho
Líder do Projeto Brasil 21, que treina pastores para plantação de igrejas em cidades não alcançadas pelo evangelho. É membro do Comitê de Missões da Aliança Evangelística Mundial. Lidera a equipe Sul da SEPAL e coordena a área de expansão missionária no Brasil e no exterior. 

Existe hoje um interesse incomum por parte das igrejas ao redor do mundo, especialmente do chamado Terceiro Mundo,quanto a responsabilidade de levar as boas novas de salvação aos povos da terra. Contudo, isso tem gerado uma enorme preocupação, pois ainda há questões culturais, sociais e antropológicas não resolvidas, que têm impedido ou pelo menos causado pouco impacto na evangelização dos povos da terra. 
Resultado de imagem para povo não alcançadosO chamados países emergentes na tarefa missionária,nos quais o Brasil naturalmente se inclui, têm colhido resultados desanimadores em suas incursões missionárias transculturais. São comuns os relatórios de trabalhos missionários realizados em outras culturas, onde o que ocorre é mera transferência de obreiro: o missionário tão somente continua realizando o que fazia em seu país de origem, sem se importar muito como fato de estar vivendo e servindo em outra cultura. 
Devemos reconhecer, logo de início, que sempre houve no ser humano a tendência de preservar sua "espécie". Na Europa medieval, valorizava-se  o branco, em detrimento do que tinha apele mais escura. Na antiga cultura árabe, o negro também era considerado cidadão de segunda categoria, o que levou esses pobres seres humanos a se tornar rapidamente objeto de consumo pelo processo da escravidão. 
Durante os 2 mil anos de cristianismo,a igreja lutou para preservar não propriamente sua identidade de fé,mas especialmente sua etnicidade. Dessa maneira, a história da igreja registra fatos interessantes a respeito. Conhecemos a igreja de Jesus estabelecida especialmente no Ocidente,mas não apenas isso. Conhecemos uma igreja sectarizada e profundamente nacionalista, que insiste em abraçar a fé étnica e, portanto,completamente desconectada da visão de mundo. Na verdade, fica difícil, as vezes, chamá-la de "igreja cristã", pois perde um de seus valores mais profundos e marcantes: sua catolicidade. 
Estamos numa encruzilhada. Parece que nos desenvolvemos bem dentro de nossos limites geográficos e culturais. O crescimento numérico da igreja evangélica brasileira é inegável e parece contagiar a todos. Contudo, é preciso encarar a realidade: não temos conseguido desenvolver modelos missionários transculturais relevantes, que promovam o avanço do Reino de Deus entre os povos da Terra. 
Nessa proposta é refletir sobre alguns desafios que se nos deparam quando intentamos avançar na expansão missionária transcultural tendo por as a realidade brasileira. Não podemos correr o risco de olhar apenas para os resultados positivos dos últimos anos em relação ao compromisso missionário brasileiro. É fato inegável, e só podemos render graças ao Senhor, mas precisamos ainda amadurecer no que tange ao compromisso missionário,para que seja ada vez maior. 

Veja completo no " Livro Perspectivas do Movimento cristão mundial." 





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